Investidores estão em compasso de espera por resultado no domingo; petróleo salta aos US$ 117
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Juros futuros encerram em baixa
Os juros futuros encerraram em baixa ao longo de toda a curva, na esteira da expectativa para o segundo turno. Ainda que as mais recentes pesquisas demonstrem acirramento da disputa, a curva sofreu ajuste para baixo:
— O mercado continua percepção de eleição dividida, competitiva, e isso embute volatilidade — disse o economista Carlos Lopes, do Banco BV.
Ao fechamento:
- A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2028 caiu a 12,825% (ante 12,93% no fechamento de quinta-feira);
- Para janeiro de 2029, cedeu a 12,595% (ante 12,71%);
- Para janeiro de 2030, operou em baixa a 12,56% (ante 12,71%);
- Para janeiro de 2031, caiu a 12,575% (ante 12,72%);
- E, para janeiro de 2032, recuou a 12,59% (ante 12,755%).
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Juros futuros (Foto: Freepik)
Bolsas de Nova York fecham em baixa, com preocupações sobre o rumo da inflação
A alta do petróleo derrubou as Bolsas de NY, alimentando preocupações com a inflação a poucos dias da decisão do Fed (O BC americano) sobre os juros. A maioria das empresas do S&P 500 caiu.
- O índice Dow Jones recuou 1,23%, aos 52.215 pontos;
- O S&P 500 cedeu 0,5%, aos 7.624 pontos; e
- O Nasdaq caiu 0,21%, aos 25.955 pontos.
O movimento de aversão ao risco dos investidores provavelmente continuará até meados de novembro, segundo Michael Hartnett, do Bank of America, um sinal de como as preocupações em torno das apostas ligadas à IA e das eleições de meio de mandato têm limitado o desempenho das ações.
Para Florian Ielpo, da Lombard Odier, quatro forças explicam o vaivém desta semana: — De um lado, uma temporada de balanços sólida e rendimentos atraentes nos títulos; de outro, o custo do financiamento e episódios mais seletivos de estresse soberano.
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Ação do Google em painel da Bolsa de Nova York (Foto: Michael Nagle / Bloomberg)
(Bloomberg)
Ibovespa sobe na sessão, mas encerra semana em ligeira desvalorização
O Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta de 0,47%, aos 205.082 pontos. Na semana, no entanto, o índice recuou 0,17%.
A Petrobras (PETR4) avançou 1,47% diante do avanço do óleo nesta sexta-feira. A Prio (PRIO3) valorizou 1,61%. Com a baixa nos juros, as companhias cíclicas se valorizaram: Cyrela (CYRE3) subiu 3,7% e Renner (LREN3) avançou 1,18%.
Na avaliação de Rai Chicoli, estrategista-chefe da Monte Bravo, houve uma redução da euforia após o primeiro turno diante do acirramento eleitoral. Com a aproximação do segundo turno em cenário ainda indefinido, o investidor pisou no freio:
— Tivemos um momento significativo pós primeiro-turno, e aí a Bolsa não andou muito. Todo mundo teve um ganho significativo, houve um aperto nas pesquisas e, apesar de Flavio aparecer como favorito, o que começamos a ver foi uma redução de risco — ele diz.
Com peso no índice, a Vale e os bancos também subiram.
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Painel da B3, a Bolsa de São Paulo (Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo)
Dólar encerra sexta-feira aos R$ 4,99
O dólar encerrou a sessão em desvalorização de 0,9%, aos R$ 4,99, na contramão do ímpeto da moeda frente à divisas fortes. No momento de encerramento, o índice DXY subia 0,2% no mesmo horário.
Na avaliação de Carlos Lopes, do Banco BV, a moeda ficou à reboque do exterior, diante da falta de novidades no âmbito eleitoral:
— Temos alta do petróleo expressiva, atingindo a máxima em cinco meses. A maior parte das moedas tem perdido em relação ao dólar, mas o real está faz parte daquelas moedas que se beneficiam de cenário de petróleo alto, já que o Brasil é exportador líquido de petróleo — ele disse, lembrando do acirramento das pesquisas eleitorais por aqui.
— O mercado continua percepção de eleição dividida, competitiva, e isso embute volatilidade. Mas não é uma dinâmica que se alterou muito ao longo dessas semanas — ele disse.
Na semana, a moeda desvalorizou 1,57%.
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Notas de dólar (Foto: Bloomberg Creative Photos)
Petróleo sobe ao maior nível em seis meses
O barril do tipo Brent (referência global) subiu 3,13% nesta sexta-feira, aos US$ 116,72, no maior valor para o óleo desde 29 de abril.
A intensificação dos ataques contra a Arábia Saudita ampliava as preocupações com a oferta reduzida diante da guerra entre Estados Unidos e Irã. A escalada ameaça ampliar as hostilidades em torno do Estreito de Ormuz, onde as exportações de petróleo bruto se recuperaram para níveis próximos aos registrados antes da guerra. Ontem, Donald Trump disse a repórteres que os EUA “acabaram” com o Irã e ameaçou ir “um pouco mais longe”, sem dar detalhes.
— Os temores de uma escalada no fim de semana estão colocando mais lenha na fogueira. Mesmo enquanto analistas geopolíticos minimizam a probabilidade, os operadores estão nervoso — disse Rebecca Babin, operadora sênior de energia do CIBC Private Wealth Group. No ano, o barril acumula valorização de 85%.
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Bomba de sucção de petróleo (Foto: Anthony Prieto / Bloomberg)
(Bloomberg)
As Bolsas de Nova York operam sem sentido único, em meio ao avanço firme do barril do petróleo. Perto de 13h:
- o índice Dow Jones recuava 0,96%, aos 52.358 pontos;
- o S&P 500 caía 0,15%, aos 7.652 pontos; e
- O Nasdaq subia 0,24%, aos 263.070 pontos.
O movimento de aversão ao risco dos investidores provavelmente continuará até meados de novembro, segundo Michael Hartnett, do Bank of America, em mais um sinal de como as preocupações em torno das negociações ligadas à inteligência artificial. As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos têm limitado os mercados acionários.
“Continuamos taticamente avessos ao risco até meados de novembro”, escreveu o estrategista em nota a clientes nesta sexta-feira. “Esperamos uma combinação de queda dos rendimentos dos títulos, queda das ações e queda do dólar americano”.
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Painel de cotações da B3. Gestores reclamam que investimento em Bolsa é tributado, enquanto alguns títulos de renda fixa são isentos de Imposto de Renda (Foto: Edilson Dantas/Agência O GLOBO)
(Bloomberg)
O petróleo Brent era negociado no nível mais alto desde maio, enquanto se intensificavam os ataques contra a Arábia Saudita e a guerra com o Irã seguia sem solução. O barril do tipo Brent (referência global) saltava 3,4%), aos US$ 117. Na semana, o óleo sobe 5%.
Os houthis apoiados pelo Irã reivindicaram recentes ataques contra o porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, além de ataques que deixaram mortos em um campo de petróleo e em um aeroporto do reino. A escalada ameaça ampliar a crise em torno do Estreito de Ormuz, onde as exportações de petróleo se recuperaram para perto dos níveis anteriores à guerra.
Enquanto isso, o FT afirmou que os EUA preparam para um conflito prolongado com o Irã.
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O preço do petróleo subiu em um pregão de verão com poucos negócios, enquanto os investidores avaliavam as novas tensões no Oriente Médio em relação aos sinais de que os embarques continuavam a ocorrer pelo disputado Estreito de Ormuz (Foto: Kaylee Greenlee/Bloomberg)
(Bloomberg)
O Ibovespa sobe 0,19%, às 10h25, aos 204.504 pontos. A maioria dos papéis operava perto da estabilidade, enquanto os papéis de companhias ligados ao petróleo avançavam, após o óleo superar os US$ 115 o barril.
A Petrobras (PETR4) avançava 1,4% e a Prio (PRIO3) subia 0,66%. O Bradesco, que reportou resultados ontem, contribuía com a desvalorização do índice. As ações do banco caíam 2,5%, após, na leitura da Ajax Investimentos, o balanço demonstrar “receitas mais fracas, tendencia de crédito em deterioração e indicadores de inadimplência piores”.
Com peso no índice, os papéis da Vale (VALE3) subiam 0,26%, e as ações do Itaú (ITUB4) eram estáveis (zero).
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Bolsa de valores (Bovespa). Alta na bolsa que agora tem novo nome B3 Brasil Bolsa Balcão (Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo)
Os juros futuros operam em alta ao longo de toda a curva no início dos negócios desta sexta-feira. Na leitura da Ajax Investimentos, o movimento reflete a abertura das taxas das Treasuries, os títulos do Tesouro Americano, diante do avanço do petróleo. O óleo subia quase 2% nesta manhã, aos US$ 115, no maior valor desde maio.
Às 10h15:
- A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2028 subia a 12,935% (ante 12,93% no fechamento de quinta-feira);
- Para janeiro de 2029, avançava a 12,735% (ante 12,71%);
- Para janeiro de 2030, operava em alta a 12,74% (ante 12,71%);
- Para janeiro de 2031, subia a 12,75% (ante 12,72%);
- E, para janeiro de 2032, avançava a 12,815% (ante 12,755%).
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Juros futuros (Foto: Freepik)
O dólar opera na estabilidade no início dos negócios desta sexta-feira, às vésperas do segundo turno no país. Às 10h20, o câmbio subia 0,03%, aos R$ 5,03. O movimento era semelhante no DXY, índice que compara a moeda americana a uma cesta de outras seis divisas, que subia 0,1%.
Na leitura da casa de análise Eleven Financial, o dia inicia com um mix de fatores que ampliam a aversão ao risco, como o petróleo em alta, as tensões geopolíticas e a disputa eleitoral acirrada. As mais recentes pesquisas mostrando empate, diz relatório, “amplia a possibilidade de oscilações no Ibovespa, câmbio e juros futuros”.
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Nota de dólar - US$ 100 (Foto: Dimas Ardian/Bloomberg)
