; entenda
Movimento consolida reaproximação de Musk e Trump pouco mais de um ano após sua saída conturbada do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). Bilionário dono da Space X, da Tesla e do X liderará estudo militar sobre guerra, segundo o Pentágono.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o fundador e CEO da SpaceX e da xAI, Elon Musk, falam com jornalistas na entrada da Casa Branca após um almoço com líderes do setor de tecnologia na Sala Leste, em Washington. — Foto: Jonathan Ernst / Reuters
O bilionário Elon Musk voltará a assessorar oficialmente o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um dos responsáveis por um estudo sobre o futuro da guerra, anunciou o Pentágono.
Em um discurso na quarta-feira (30) na base militar de Quantico, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que o chamado "Projeto Meridian" será "uma iniciativa liderada pelas melhores mentes dos Estados Unidos para estudar o futuro da guerra".
"Estamos aproveitando uma fonte única de vantagem americana, uma que nossos adversários não têm: nossos inovadores, nossas grandes lideranças e nossos tecnólogos", disse Hegseth.
O anúncio de Hegseth consolidou a reaproximação de Musk e o governo Trump pouco mais de um ano após sua saída conturbada do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) e uma briga pública com Donald Trump, em maio de 2025.
Musk vai copresidir o Projeto Meridian ao lado de Palmer Luckey, cofundador da empresa de tecnologia de defesa Anduril Industries, e de Newt Gingrich, ex-presidente republicano da Câmara dos Representantes, de 83 anos.
Hegseth afirmou que o objetivo do projeto é "examinar criativamente o futuro e identificar os campos que devemos dominar e as capacidades que devemos aperfeiçoar".
Os integrantes do Projeto Meridian incluirão líderes do setor privado selecionados pessoalmente e especialistas de diversas áreas da inovação, do meio acadêmico e das políticas públicas.
Elon Musk apoiou Trump e contribuiu para seu retorno à Casa Branca no início de 2025, mas os dois protagonizaram uma ruptura muito midiática devido à política de gastos promovida pelo presidente.
Mais tarde, ele retomou suas contribuições a causas republicanas, incluindo doações bilionárias a candidatos e a grupos políticos conservadores.
Hegseth determinou que as conclusões do Projeto Meridian sejam finalizadas e apresentadas em um prazo de 120 dias.

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